quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Análise do Texto Humorístico

O objetivo do encontro de hoje, é identificar as características dos textos apresentados ao grupo, tendo por base o textos humorísticos. Classicá-los quanto ao seu gênero e buscar estratégias de ensino-aprendizagem que sistematizem as habilidades linguísticas em nossa prática pedagógica. O grupo de professores partilhou ainda, suas experiências, socializando as atividades desenvolviadas em sala de aula.
" O texto humorístico não traz em si um sentido; ele é, sobretudo, a condição básica para que o leitor/ouvinte construa o significado". ( Sírio Possenti )
A análise do texto humorístico de Eliana Maria Borges (UENF) e Sônia Maria Pereira Freitas, tem como fonte de pesquisa, as reflexões de Possenti sobre o estudo das piadas.
"Se voce diz a alguém que estuda piadas, o primeiro efeito que produz ainda é o riso. É uma pena que seja assim, porque as piadas são, de fato, um tipo de amaterial altamente interessante, por várias razões ( Possenti:1995)"
As piadas normalmente veiculam com frequência uma visão sintetizada dos problemas, podem tornar-se facilmente compreendidas por pessoas não especializadas . Elas manifestam a cultuara e ideologias, funcionam como base de estereótipos, veiculam discursos proibidos, subterrâneos, não oficiais.
Os estudiosos de discursos geralmente usam as piadas como peças textuais, para envolver seus interlocutores em verdadeiros problemas de interpretação.
As piadas geralmente acionam mais de um mecanismo linguístico:
Esteriótipos: Tem o poder de tornar um defeito em algo engraçado, discursos proibidos são temas que normalmente não são falados e nas piadas são falados naturalmente.
Mecanismos linguísticos:
  • Ativamento de conhecimento prévio: Para a compreensão de determinada piada, é necessário que o interlocutor tenha um conhecimento prévio do texto.
  • Nível Fonológico ( identifica duas unidades distintas mínimas) O texto pode ser lido de duas formas. Ex:. Airton Senna é um às no volante, ou Airton Senna é um asno volante.
  • Nível Lexical: Provoca o humor mexendo com as palavras.
  • Nível Morfológico: ( formação das palavras)
  • Nível Sintático: (Construção de frases)
  • Semântica :( Significado das palavras na frase)
  • Deixeis: Formas linguísticas idênticas ) Utilização de um pronome pessoal que dá idéia de duplo sentido.
  • Temas: (Socialmente Controversos) sexo, política, racismo, instituições (casamento, igreja...) morte, desgraças, etc.













quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Gêneros e Tipos Textuais - Maria Luzia Sales Coroa

Retorno do recesso escolar com a leitura compartilhada, "Coisas de Mineirim". Os tutores Maurício e Lenita, como de hábito, sempre cheios de disposição e motivados a dar início às atividades do 2º semestre. Encontro marcado pela apresentação da resenha eletronica, do encontro anterior, que foi regado com um saboroso lanche e torta para festejar os aniversariantes do mês.
Os tutores reiteraram os objetivos do curso, com vistas à reconstrução de concepções da alfabetização, fundamentadas em conceitos linguísticos. Nesta data foi realizado um estudo reflexivo sobre o Fascículo 02, que trata dos "Gêneros e Tipos Textuais". Para que os participantes compreendessem melhor o tema a ser tratado, o tutor Maurício fêz uma breve introdução esclarecendo sobre o tema.
Para iniciar o estudo sobre gênero e tipo textual , é importante que compreendamos um e outro:
Tipo Linguístico: É a organização interna do texto, a forma lexical utilizada. O texto poderá ter mais te um tipo linguístico, mas há a predominância de um tipo.
Gênero linguísticos: (Ralizações sociocomunicativas). São realizações linguísticas concretas. É a situação de produção de um texto que determina em que gênero ele é realizado.
" Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura." ( Leonardo Boff)
Registro reflexivo sobre as dificuldades e sucessos vivenciados em nossa prática pedagógica, para o ensino da ortografia.
Em nossa prática, nos atendimentos psicopedagógicos, recebemos alunos com necessidades educacionais especiais, entre as quais se destaca a dificuldade para desenvolver a alfabetização. Após todos os procedimentos que antecede o contato com a criança, percebemos que a maior parte dos alunos encaminhados apresentam especificidades na forma de aprender e acabam esquecidos na turma, com histórico de repetência escolar ou até evadindo-se.
Um dos motivos que escolhi este curso, foi para compreender melhor o processo de alfabetização de nossos alunos, para com isto, prestar apoio e intervir de forma preventiva no processo ensino-aprendizagem da criança.
Após o início do curso, tivemos a oportunidade de desenvolver uma oficina sobre auto-estima com alunos do Ensino Médio. O objetivo desse trabalho foi desenvolver o interesse pelos estudos, além de conhcer melhor os alunos, uma vez que não tínhamos contato diário com eles. Uma das dinâmicas utilizadas tinha como tema, Análise da Percepção Temática, consistia em que cada aluno deveria desenvolver uma produção de texto, a partir da escolha de uma gravura.
Ao iniciar o trabalho com os alunos, percebemos que boa parte dos nossos alunos apresentam facilidade na expressão oral e grande dificuldade na escrita.
As produções de texto dos alunos nos proporcionou condições de identificar problemas relacionados à aprendizagem, como: Transtorno da leitura, da expressão escrita e outras dificuldades que não foram identificadas na educacão infantil.
O resultado desta oficina nos deu condições para orientar o aluno, os professores e a família, quanto ao encaminhamento correto para a superação da dificuldade.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Athos Bulcão Vive!

Em 1º de agosto, Athos Bulcão fez sua passagem, para com certeza continuar sua obra no Céu. Sai de Cena o Artista e fica sua obra imortalizada nos pontos turísticos de Brasília. Na Igrejinha, No Teatro Nacional, no Painel que colore e alegra a escola classe da 316 sul, na torre de TV, no Parque da Cidade, e outros locais. Quantos de nós já passou por esses lugares, desatentos sem percebermos que as mãos habilidosas de um ilustre morador de nossa cidade , parceiro do Arquiteto Oscar Niemayer, haviam dado cor e vida a espaços públicos e que muitos deles estão sendo depredados. Entre as várias celebridades que se despediram de Athos Bulcão, o Arquiteto Oscar Niemayer, falou:


" Trabalhei com Athos Bulcão desde os tempos da Pampulha. Era um homem bom, correto, cheio de qualidades. No campo da integração das artes com a arquitetura, sempre atuou com o maior talento. Como são bonitos os azulejos que ele desenhou para a igrejinha que projetei para Brasília e a via sacra da Catedral! É com pesar, muito pesar, que sinto a falta deste velho e querido companheiro". ( Correio Brasiliense do dia 1º/08 , Sexta feira , caderno Cidades.)

Escritor brasileiro ganha o maior prêmio de língua portuguesa pelo conjunto da obra.

O escritor João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro, autor de livros, como Viva o Povo Brasileiro e Sargento Getúlio, ganhou o maior prêmio de literatura portuguêsa. O prêmio Camões, concedido pelo conjunto da obra a autores que tenham contribuído para enriquecer o patrimônio da língua portuguesa, criado em parceria com o governo brasileiro e português em 1988.
Antes dêle, também foram premiados: João Cabral de Melo Neto, Raquel de Queiroz, Jorge amado, Antônio Cândido, Autran Dourado, Rubem Fonseca e Lygia Telles. Em entrevista ao Correio Brasiliense, não demonstrou surpresa e diz. " Para ser cincero, eu não acho nada demais. Acho que ganhei porque mereço." ( Modestia ou a certeza de sua competência?) É sempre bom saber que um dos nossos escritores é reconhecido com tamanha importância.·
Uma de suas obras, O Sargento Getúlio.

"Um sargento do sertão brasileiro leva um preso de Paulo Afonso para Barra dos Coqueiros e durante o caminho faz reflexões sobre sua maneira de ver as coisas. O livro reproduz a linguagem utilizada no sertão brasileiro com uma fidelidade que colocou o autor no panteão dos melhores escritores brasileiros. "

quarta-feira, 30 de julho de 2008

II Fórum de Literatura - Herança da Leitura

Fórum promovido pela EAPE (Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais em Educação), em parceria com a Editora Arco Íris, realizado no Auditório do Centro Cultural Ulisses Guimarães.
A abertura se deu com a apresentação de um grupo de dança, " Aos nossos olhos", projeto com proposta interdisciplinar, criado por uma professora da Secretaria de Educação, onde destaca a escola como agente propulsor para a preservação da natureza.
Após a apresentação do grupo de dança, a coordenadora da EAPE, Professora Marcia, fêz a apresentação de todos as coordenadoras e também dos tutores dos cursos do CFORM, oferecidos pela Secretaria de Estado de Educação em parceria com a UNB. Houve ainda, a apresentação da escritora, Maria Antonieta e de seu filho, também escritor, Léo Cunha convidados pela EAPE para abertura do Fórum.
Em sua apresentação a escritora narrou seu memorial,desde a infância com riqueza de detalhes e com muita emoção. Falou da contribuição de sua família para sua escolha profissional e de sua paixão pela leitura e escrita, especialmente de sua mãe, que fazia leituras diárias para ela ouvir. Outra pessoa também responsável por essa paixão, sua primeira professora , Maria do Carmo, que sabia muito bem com instigar seus alunos à leitura. Suas aulas sempre eram encerradas com uma história contada sem a exigência ou compromisso que prestassem atenção, pois seriam avaliados. Talvez por isso, seus alunos a ouviam extasiados. Sua voz estava carregada de emoção ao lembrar da primeira professora e fez uma citação de Fernando Pessoa.
" A literatura, como toda obra de arte, é como uma confissão de que a vida não basta".
"A arte transcende à vida". A vida é efêmera, passa e a obra fica eternizada. A família faz grande diferança para formação de leitores e de escritores, é uma herança familiar, mas quando a família falha, é a escola que entra em ação, assumindo o papel de estimulador da leitura.
No segundo momento, ainda pela manhâ, Léo Cunha também narrou suas lembranças de infância e de como herdou o gosto pela leitura e escrita. Sua herança literária, foi marcada com o livro que herdou de seu avô, O Grande Sertão Veredas, de Guimarâes Rosa. Fêz ainda a leitura de uma de suas obras criadas para atender o público infanto juvenil, "Pela Estrada Afora".
A escritora maria Antonieta, encerrou a palestra falando da importância que todo professor deve dar a leitura, sob diversas formas, sempre usando a criatividade.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

O papel da fonética e da fonologia no ensino da língua

Este encontro tem como objetivo mostrar que a escola pode ser vista como um lugar onde o aluno precisa aprender a pensar sobre a língua e tratá-la como objeto de reflexão; refletir sobre e necessidade de mudança na forma de "enxergar" a aprendizagem da ortografia; mostrar como está estruturada a norma ortagráfica: a distinção entre o que é regular e o que é irregular na organização da ortografia e conscientizar os professores da necessidade de fazer um diagnóstico dos tipos de erros que os alunos cometem a fim de planejar metas para o ensino e aprendizagem da ortografia.
" O momento crucial de toda a sequência da vida escolar é o momento da alfabetização" (Mírian Lemle).
Conforme texto de Liliane Jaqueline Guimarães Ribeiro, para que o trabalho de alfabetização se desenvolva de forma mais eficiente, é necessário que o professor, tenha um conhecimento mais detalhado sobre os mecanismos de como se desenvolve a aprendizagem, bem como sobre a gramática descritiva, que apresenta a língua como ele é e suas variações: Diacrônica, Sincrônica, regional, etária, social, de registro, etc.
Na função de Orientadora Educacional, da equipe de Atendimento/Apoio à Aprendizagem, o meu trabalho está voltado a atender alunos que apresentam além de outras, dificuldades em desenvolver a aprendizagem, que para nós , o maior desafio é identificar como a criança aprende ou ainda, o que as impedem de aprender.
Segundo Vigotsky, para aprender a escrever, a criança precisa fazer uma descoberta básica. "Que ela pode desenhar não apenas coisas, mas também sua própria fala."
Normalmente essas crianças são encaminhadas ao atendimento psicopedagógico, após anos de repetência escolar ou ainda estigmatizadas como "deficientes mentais". Vale ressaltar que o professor com cerca de 35 ( trinta e cinco) alunos em sala de aula, tende a planejar suas aulas para alunos ditos (normais) e estes acabam ficando à margem do nível da turma.
Durante os atendimentos psicopedagógicos aos alunos com dificuldades de aprendizagem, passamos a enfatizar as técnicas do Guia Teórico do Alfabetizador, de Mírian Lemle, que apresenta o que é preciso para a criança aprender a ler.
  1. A criança precisa saber o que é um símbolo;
  2. A criança precisa se conscientizar da percepção auditiva;
  3. A criança precisa discriminar as formas das letras;
  4. Precisa captar o conceito de palavras;
  5. Precisa reconhecer sentenças. ( Brincar de ler)
Observando estas informaçoes, utilizamos as atividades sugeridas no texto nos atendimentos semanais, além de orientar seus respectivos professores quanto ao atendimento diferenciado a esses alunos, o que vem surtindo efeitos positivos.

Letramento Digital

Encontro iniciado com apresentação da resenha eletrônica de encontros anteriores sempre de forma criativa e atrativa.
O tutor Maurício oportunizou aos participantes, o conhecimento de seu trabalho em Manaus, como professor substituto, onde ministrou o curso de Alfabetização e Linguagem durante três dias. Em seu relato, falou da dificuldade que o educador encontra naquela cidade, desde a estrutura física até a formação dos professores, contudo mostravam-se motivados.
O objetivo do estudo de hoje, é despertar para a necessidade do letramento digital dos professores, capacitando-os para as práticas sociais e os eventos de letramento no âmbito das novas tecnologias de comunicação.
Para alcançar o objetivo proposto, foi realizada uma leitura reflexiva sobre o texto de Antônio Carlos dos Santos Xavier, (UFPE), intitulado de Letramento Digital e Ensino. Do texto foram retirados alguns pontos importantes, como: O avanço da tecnologia da informação, proporcionando economia de tempo e na eliminação do uso de papel. Ex:. Salas de bate papo (chat), conversas simultâneas, interações sociais, Fóruns eletrônicos: como oportunidades de discutir temas de interesse social. (eventos de letramento), Correio eletrônico: intercâmbio para troca de mensagens curtas e avisos pessoais ou profissionais. ( gêneros textuais).
Com o advento da Internet, vem contribuir para o surgimento de práticas sociais e eventos de letramento inéditos, bem como deixa vir à tona gêneros textuais, até então nunca vistos nem estudados. Possibilitam ainda a criação de formas sociais e comunicativas inovadoras, que surgem a partir do uso de novas tecnologias.
Após as reflexões sobre o texto, Letramento digital e Ensino, conclui-se que os profissionais de educação e sobretudo de linguagem, precisam desenvolver estratégias pedagógicas eficazes em seus mais variados espaços educacionais, ( laboratórios), para enfrentar os desafios que são colocados no dia a dia do profissional: Alfabetizar, letrar e letrar digitalmente o maior número de pessoas possíveis, preparando-os para atuar adequadamente no século do conhecimento.